Un vi que traspua sentiments

 

 

 

 

Bem no coração do Alto-Minho rodeada pelas serranias ora nuas e al-cantiladas, ora suaves e cobertas de fron-dosa vegetação, que do Oural a Sudeste as abraçam pelo Nascente, apenas deixando uma nesga por onde é possível contemplar o sereno aconchego do Sol  a Ocidente; entrecortada ora por profundos, ora bucólicos vales, em que o silêncio dominador apenas é perturbado pelo crepitar de límpidas águas nas fragas dos leitos de rios e riachos, por onde outrora caminhavam devotos peregrinos rumo a Santiago de Compostela, aquí e alí enxameados por recônditos lugarejos onde, nas cálidas noites de Estio, ou ao fogo acolhedor das lareiras em Invernos rigorosos, Celtas, Romanos e fieis seguidores do fundador da Portugalidade foram fazendo história; pejada de reminiscências de um passado rico de tradições patentes na quietude dos espigueiros e lages de granito, expoentes de uma vida comunitária, e na fidalguia de inconfundíveis solares, espraia-se uma paisagem paradisíaca – são as Terras da Nóbrega e da Arcobriga hoje conhecidas por Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

 

Terras de senhorio laicas e religiosas, as-sumiram em tempos de antanho, e durante séculos, importância capital que lhes adveio do contributo civilizacional que forneceram e da situação geo-estratégica que possuíram; disso são testemunhos indeléveis os achados arqueológicos e alguns topónimos, ainda vi-gentes, que remontarão à alta Idade Média e a ocurrência, algures de combate decisivo que veio  a determinar o reconheci-mento de          D. Afonso Henriques como fundador da nacionalidade e rei – o primeiro de Portugal.

 

Terras de gente laboriosa, cordata e de lhano trato, em que à rusticidade se associa a fidalguia, à azáfama a tradição, à evolução onde a autenticidade labuta diá-ria, quantas vezes desde o dealbar da manhã até noite cerrada, se reparte entre o asseio da casa e o trabalho dos campos dispersos em exíguas parcelas roçando o inimaginável.

 

Neste paraíso, em que a maõ do homem, tantas vezes desumana, ainda não desvirtuou os atractivos e a beleza natural, tem o seu berço  o Vinho Verde de Ponte da Barca, bem nascido nesta terra de eleição e criado com enlevo e carinho.

 

A vinha, quer ela consista em videiras distribuídas à volta dos campos trepando às árbores, quais toalhas de linhos debrodadas a renda, quer em ramadas ou ainda instaladas de forma contínua é devotando um desvelo que só tem paralelo numa paternidade assumida; no vinho oriundo de castas, algumas delas recentemente recuperadas, que, nesta terra de eleição têm o seu solar, se consubstáncia a trilogia Dádiva de Deus, Arte e Saber do Homem.

 

Medianamente alcoólicos, ligeiramente ácidos, harmoniosos e frutados, os vinhos brancos são os resultados de um correcto encepamento, uma adequada tecnologia e uma sensibilidade pessoal nata, só ao alcance de eleitos; os tintos denotam e fazem realçar uma feliz conjugação entre dos encepamentos distintos, assentes numa tradição que se perde nos tempos da história.

 

Vinhos de eleição, produzidos em terra de eleição, elaborados por eleitos, a harmonia organoléptica que os enformam não tem paralelo em qualquer outra zona da Região dos Vinhos Verdes.  

 

 

En ple cor de l’Alto-Minho rodejada,  per serralades ara nues i penya-segats, ara suaus i cobertes de frondosa vegetació, que amb l’Oural a Xaloc les abracen per Llevant, deixant només una gaia per on és possible contemplar   l’apropament serè del sol a Ponent; solcada per valls, ara profundes, ara bucòliques, on el silenci dominador només és destorbat pel crepitar de límpides aigües a les lleres de mala petja de rius i rierols, per on en altres temps caminaven devots pelegrins cap a Santiago de Compostela, ací i allà eixams de llo-garrets recòndits on, a les càlides nits de        l‘Estiu, o a l’escalfor acollidora de les llars de foc als Iverns rigorosos, Celtes, Romans i fidels seguidors del fundador de la Portugalitat anaren fent història; petjades de reminiscències d’un passat ric de tradicions paleses en la quietud dels trills i les lloses de granit, exponents d’una vida comunitària, i en la noblesa d’inconfusibles llinatges, s’esplaia un paisatge paradisíac – són les Terras da Nóbrega i de l‘Arcobriga avui conegudes com Ponte da Barca i Arcos de Valdevez.   

 

 

 

Terres de senyoratges laics i religiosos, assumiren en temps d’antany, i durant segles, importància capital fruit de la contribució civilitzadora que aportaren i de la situació geo-estratègica que posseïen; d’això en són testimonis indelebles les restes arqueològiques  i alguns topònims encara vigents, que  remunten a l‘alta Edat Mitjana i a fets, en llocs de combat decisiu que determinaren  el  reconeixement   definitiu  de D. Afonso Henriques com a fundador de la nacionalitat i rei – el primer de Portugal.

 

 

Terres de gent feinera, assenyada i de tracte planer, on la rusticitat s’associa amb noblesa, l‘afnyar-se amb tredició, amb l‘evolució, on l‘autèntica tresca diària, quantes vegades de sol a sol, es reparteix entre l‘endreça de la casa i el treball al camp, dispers entre exígües parcel·les ratllant l‘inimaginable.

 

 

En aquest paradís, on la mà de l‘home, tantes vegades inhumana, encara no ha destruït els atractius i la bellesa natural, té el seu bressol el Vinho Verde de Ponte da Barca, ben nascut en aquesta terra elegida i criat amb embadaliment i estimació.

 

 

La vinya, ja sigui amb parres distribuïdes al voltant dels camps i enfilant-se als arbres, com vels de lli brodats amb randes, ja sigui amb “ramadas”(*) o fins i tot plantades de forma contínua, palesa una condícia que només té paral·lel en una paternitat assumida; en el  vi fet de varietats, algunes d’elles recentment recuperades, que, en aquesta terra d’elecció tenen el seu casal, es consubstancia la trilogia Regal de Déu, Art i Saber de l‘Home.

 

 

 

Mitjanament alcohòlics, lleugerament àcids, harmoniosos i afruitats, els vins blancs són resultat d’un correcte cupatge, una adequada tecnologia i una sensibilitat personal nata, només a l‘abast d’elegits; els negres denoten i fan realçar una feliç conjugació entre dues varietats distintes, assentada en una tradició que es perd en el temps de la història.

 

 

 

Vins d’elecció, produits en una terra d’elecció, elaborat per elegits, l‘harmonia organolèptica que els conformen no té paral·lel a qualsevol altra zona de la Região dos Vinhos Verdes.

 

(*) “ramadas”.

Veure-ho a la capçalera de l’índex, en l‘opció: Coneixes el vi verd?

 

                   Text d’una etiqueta de luxe, en portuguès,

que porten com a penjoll algunes ampolles.

 

 

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